Sinopse: Um garoto levava uma vida normal até que, quando tinha seis anos, estranhas coisas aconteceram, pois ele passou a ter diversos problemas de ordem mental que foram diagnosticados como ALD, uma doença extremamente rara que provoca uma incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em no máximo dois anos. Os pais do menino ficam frustrados com o fracasso dos médicos e a falta de medicamento para uma doença desta natureza. Assim, começam a estudar e a pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que possa deter o avanço da doença.
O drama,lançado em dezembro de 1992, possui um roteiro muito rico, que torna difícil assistir sem se envolver. Mostra todas as
dificuldades que muitas famílias passam ao se deparar com uma doença desse porte dentro do ambiente familiar e, especialmente mostra a inconformação dos pais com a luta de interesses dentro de instituições e a difícil relação com os médicos.
O casal inconformado com a atitude dos médicos, sai de sua área de pesquisa e cai de cabeça em livros de genética, química e outros, analisando todas as informações publicadas sobre essa doença, que havia sido diagnosticada a menos de 10 anos. É interessante analisar que o que os movia(amor pelo filho) os levou mais longe que os especialistas da época, mesmo sem possuir um conhecimento na área. Assim contribuem notavelmente para as pesquisas sobre a doença.
Por fim, é um filme que vale cada minuto assistido. Chamo a atenção para a relação que percebo com a atualidade no Brasil, no que refere-se ao estudo da Fosfoetalonamina e todas as restrições para distribuição do medicamento(atualmente é ilegal sua venda em território brasileiro). (Pode-se considerar)Spoiler: No filme, muitas outras crianças com a mesma doença acabam por morrer apenas pela demora dos médicos e instituições em realizar os testes ''extremamente'' necessários para a distribuição segura do medicamento, sem falar em todo o jogo de interesses por trás. O que me faz pensar na ironia disto tudo, visto que muitos estavam em estado terminal. Ou seja, não resta muito tempo de vida à essas pessoas, só lhes resta arriscar para tentar salvar suas vidas. Ser proibido o uso do medicamento é simplesmente um atentado à vida do portador da doença.

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