quinta-feira, 31 de março de 2016

Resenha: Rush - Moving Pictures (1981)

Olá leitores do blog Ironicamente Humano! Aqui é o Willian, e hoje eu trago para vocês uma receita de torta de bolacha... ops! Devo dizer mais uma resenha para os amantes de música! (Prometo não fazer mais piadas ruins no começo dos futuros posts, não se preocupem).

E agora vamos analisar um dos melhores álbuns de rock progressivo da história! Eu estou falando do grande álbum Moving Pictures do eterno trio canadense, Rush! Nós vamos analisar o álbum música por música e no final eu darei o meu veredito sobre o álbum todo, então bora lá descobrir se o álbum é tão bom assim quanto dizem! (É claro que ele é).



O álbum Moving Pictures foi lançado em 7 de fevereiro de 1981. É o oitavo álbum de estúdio da banda e vendeu uma média de 4 milhões de cópias, se tornando assim o álbum de maior sucesso da carreira do Rush.

Ele é considerado pela própria banda um marco, por que de acordo com os integrantes em entrevistas para a mídia foi a partir dele que o som do Rush se consolidou e levou a banda para o topo.

A obra toda é uma mistura de Rock Progressivo com Hard Rock anos setenta. Encontramos também no álbum algum dos maiores sucessos do Rush e também o que talvez possa ser o momento de maior inspiração dos integrantes na história da banda.

Músicas:

1 - Tom Sawyer

Nos primeiros segundos levamos um soco no estomago com a abertura genial da clássica Tom Sawyer! Onde temos Geddy Lee fazendo um trabalho grandioso nos sintetizadores e logo em seguida somos apresentados a um dos riffs de guitarra mais marcantes do rock.

A música é muito bem trabalhada, não podemos deixar de destacar a performance de Peart na bateria, que um pouco depois da metade da música faz uma sequência monstruosa e memorável de viradas que normalmente são imitadas por muitas pessoas nos shows da banda.

Tom Sawyer é também a música mais famosa do trio canadense, isso se justifica por que ela possui trechos marcantes como dito antes e também por ser bem acessível para um público mais ‘’comum’’ que curte rock.

Para finalizar queria dizer que na minha opinião a Tom Sawyer é uma das melhores aberturas de álbum que eu já ouvi. 

2 - Red Barchetta

Alex Lifeson começa com harmônicos bem sutis na guitarra e aos poucos a música vai tomando forma e assim ouvimos o baixo de Geddy Lee entrando de uma forma maravilhosa e marcante. A música tem um instrumental lindo que nos traz uma atmosfera mágica. Alguns trechos depois a guitarra entra com um novo riff e a música fica mais pesada e agressiva, mas isso não acaba quebrando a dinâmica. Podemos destacar o solo de Alex Lifeson e claro a performance dos três integrantes como um todo, que é simplesmente perfeita.

Aqui eles trazem uma música grandiosa, sem nenhum exagero e que está com certeza no mesmo patamar da Tom Sawyer.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Resenha: Led Zeppelin - Led Zeppelin II (1969)

Olá queridos leitores do Ironicamente Humano, tudo beleza? Aqui é o Willian, e hoje estarei trazendo mais uma resenha para a alegria dos amantes de música que acompanham o blog!

E dessa vez vamos abordar um dos melhores álbuns de hard rock da história! Estou falando do incrível álbum Led Zeppelin II. À primeira vista o nome não parece chamar a atenção pelo fato de não ser muito criativo, mas é aí que você se engana, e eu vou provar isso agora! Então bora lá para o que interessa! 


O Led Zeppelin II foi lançado em 22 de outubro de 1969 pela Atlantic Records. Aqui no segundo álbum de estúdio da banda nós encontramos temas de letras mais elaborados, e também elementos do blues e do folk que mostram a evolução da banda em relação ao álbum antecessor. O álbum é considerado o mais pesado da banda, e acabou tendo grande influência sobre as bandas de heavy metal que surgiram tempos depois.

Músicas:

1 - Whole Lotta Love
O álbum se inicia com um riff grandioso de Jimmy Page, que se segue por um baixo bem arranjado e a bateria monstruosa de Bonham. Claro que não podíamos deixar de falar de Plant, que dá um show de ‘’orgasmos’’ no meio da música, onde temos Page usando o seu teremim. (Um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos criado em 1928. Onde o músico controla as oscilações de frequência sem precisar encostar no instrumento). Depois dessa parte ouvimos um solo excelente de guitarra e a música se encerra seguindo o seu princípio só que de uma maneira mais agressiva.

2 - What Is And What Should Never Be
Aqui temos uma balada bluezeira com uma pegada hard rock clássica do Led Zeppelin onde temos momentos calmos e momentos agressivos. Podemos destacar o lindo solo de slide de Jimmy Page que aparece meio inesperadamente na música, mas que com certeza encanta o ouvinte. A voz de Plant nessa música também é bastante notável e com certeza é de arrepiar. A música toma um novo rumo no final, mostrando um novo riff e assim acaba mantendo essa dinâmica e terminando em fade out.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Poesias #04 : Aos poucos...

Aos Poucos....


...e aos poucos você matou nosso amor,
aos poucos eu te perdi.
Aos poucos perdeu seu brilho,
perdeu sua essência.
Aos poucos mudou o olhar,
e o calor da sua pele não é mais o mesmo pra mim.
Aos poucos tornou-se possessiva,
Exigente.
Não posso dar o que você quer,
sou o que você precisa,
mas não soa suficiente.
O que você me pede eu não posso fazer,
é assim que se perdemos?
Você pode parar e pensar,
sabe disso, mas continuar é covidativo
segure essa correnteza, olhe nos meus olhos
veja, me arrasto a ti na medida que minha dignidade permite.
Garota, você não vê?
Por que tenho que me culpar pelos seus erros?
precisamos renascer, entrar num casulo.
Veleje comigo, você sabe que eu não uso mais âncora.
[...]
Aos poucos, tudo se foi.
Via, mas não havia nada que pudesse fazer.
E agora a dor é maior....
Mas aos poucos...ela passou
sim, levantei
aos poucos, o mundo voltou a ter cor...




terça-feira, 22 de março de 2016

Resenha: David Gilmour - Rattle That Lock (2015)

Olá caros leitores do Ironicamente Humano, eu me chamo Willian, e eu serei o novo autor do blog! Estarei trazendo aqui para vocês muitos conteúdos sobre música, onde estarei abordando resenhas, críticas, curiosidades entre outras coisas.
Desde já estou aberto a sugestões para que eu possa aprimorar cada vez mais as minhas postagens. 

Para o meu primeiro post no blog, eu resolvi trazer aqui uma resenha sobre um dos álbuns que mais me surpreenderam no ano passado, que foi o Rattle That Lock do mestre David Gilmour! Então chega de enrolação e bora lá!

Rattle That Lock foi lançado em 18 de setembro de 2015. É um álbum de Rock Progressivo e Pop Rock produzido por David Gilmour junto com Phil Manzanera, onde temos também algumas letras escritas por Polly Samson (esposa de Gilmour).



Músicas:

1 - 5 A.M.

Com um dedilhado de violão, uma orquestra e mais um solo de guitarra delicado e cheio de feeling com a marca Gilmour de qualidade nós temos a primeira música do álbum. O andamento dela é lento, e o instrumental é hipnotizante e lindo do começo ao fim. A música lembra bastante os últimos trabalhos de Gilmour, então para as pessoas que ouviram On An Island ou The Division Bell do Pink Floyd, irão ficar bastante familiarizadas com essa música já nos primeiros momentos.

2 – Rattle That Lock

Diferente da música anterior que nos traz um clima de tranquilidade, a faixa-título do álbum nos leva para um pop anos oitenta. Podemos perceber o baixo e a bateria fervendo, e também a guitarra mais solta, onde ouvimos dois solos cheios de pegada. Uma curiosidade interessante é que o coral que temos na música foi feito pelos ex-detentos de Wandsworth, onde o filho de Gilmour havia cumprido pena. (Os ensaios do coral podem ser vistos no documentário David Gilmour - Wider Horizons)

3 - Faces Of Stone

Nesta balada nós temos um clima melancólico, onde ouvimos a voz de Gilmour bem encaixada com violão e um piano climático. A letra da música remete a morte da senhora Sylvia (mãe de David Gilmour), mas a cereja do bolo é o final da música, onde temos um solo grandioso e marcante de Gilmour, que com certeza tem muitos traços floydianos.

sábado, 12 de março de 2016

Resenha: O Óleo de Lorenzo(1992)

Na manhã de hoje, em minha digníssima aula de Neuroanatomia, pude assistir à um belíssimo filme, ao qual recomendo à todos e especialmente à profissionais da área da saúde. 

Sinopse: Um garoto levava uma vida normal até que, quando tinha seis anos, estranhas coisas aconteceram, pois ele passou a ter diversos problemas de ordem mental que foram diagnosticados como ALD, uma doença extremamente rara que provoca uma incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em no máximo dois anos. Os pais do menino ficam frustrados com o fracasso dos médicos e a falta de medicamento para uma doença desta natureza. Assim, começam a estudar e a pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que possa deter o avanço da doença.


O drama,lançado em dezembro de 1992, possui um roteiro muito rico, que torna difícil assistir sem se envolver. Mostra todas as

quarta-feira, 9 de março de 2016

Profundamente...

O problema é que eu sempre me entrego demais. Não consigo ser superficial. Olho pro mar e vejo toda aquela maravilha. Caio logo de cabeça. Por vezes é raso demais. Outras caio em buracos que me fazem demorar a voltar a superfície e ver o todo novamente. Depois de alguns machucados eu aprendi. Deve-se ir com um pouco mais de cuidado. Mas o que dizer quando eu vejo um riacho? Uma cachoeira então. Águas calmas me convidam a entrar e causar um movimento. Corredeiras me inticam a me deixar levar pelo fluxo.Águas quentes. Águas frias. Águas densas ou não. Parece que essa é mais profunda. Mergulhar e descobrir coisas boas. Coisas ruins. Novas coisas.

Venho tentando ser menos emocional. Que grande vitória é a ilusão que a razão tomou conta. Mas o que dizer de agora, que encontrei algo que me chamou à essência? Parece que irei pular de cabeça novamente....

terça-feira, 8 de março de 2016

TED TALK #3: A principal sacada para uma discussão

Há dias que eu não postava aqui. Estive ocupado com as complicações de minha mudança de cidade e acabei ficando umas duas semanas sem internet....Iniciei minha graduação de psicologia há duas semanas e o tempo acabou ficando um pouco mais curto.

Mas vamos ao post de hoje!

Por que discutir? Apenas para provar ao outro que ele esta errado e dar uma afagada no ego? Seria muito fútil se fosse apenas isso e, logo perderia-se os reais benefícios de uma discussão.O Filósofo Daniel H. Cohen nos faz refletir sobre quem realmente ganha e quem realmente perde em uma discussão e também mostra como aproveitar melhor uma discussão do ponto de vista cognitivo.

Aproveitem!