terça-feira, 22 de março de 2016

Resenha: David Gilmour - Rattle That Lock (2015)

Olá caros leitores do Ironicamente Humano, eu me chamo Willian, e eu serei o novo autor do blog! Estarei trazendo aqui para vocês muitos conteúdos sobre música, onde estarei abordando resenhas, críticas, curiosidades entre outras coisas.
Desde já estou aberto a sugestões para que eu possa aprimorar cada vez mais as minhas postagens. 

Para o meu primeiro post no blog, eu resolvi trazer aqui uma resenha sobre um dos álbuns que mais me surpreenderam no ano passado, que foi o Rattle That Lock do mestre David Gilmour! Então chega de enrolação e bora lá!

Rattle That Lock foi lançado em 18 de setembro de 2015. É um álbum de Rock Progressivo e Pop Rock produzido por David Gilmour junto com Phil Manzanera, onde temos também algumas letras escritas por Polly Samson (esposa de Gilmour).



Músicas:

1 - 5 A.M.

Com um dedilhado de violão, uma orquestra e mais um solo de guitarra delicado e cheio de feeling com a marca Gilmour de qualidade nós temos a primeira música do álbum. O andamento dela é lento, e o instrumental é hipnotizante e lindo do começo ao fim. A música lembra bastante os últimos trabalhos de Gilmour, então para as pessoas que ouviram On An Island ou The Division Bell do Pink Floyd, irão ficar bastante familiarizadas com essa música já nos primeiros momentos.

2 – Rattle That Lock

Diferente da música anterior que nos traz um clima de tranquilidade, a faixa-título do álbum nos leva para um pop anos oitenta. Podemos perceber o baixo e a bateria fervendo, e também a guitarra mais solta, onde ouvimos dois solos cheios de pegada. Uma curiosidade interessante é que o coral que temos na música foi feito pelos ex-detentos de Wandsworth, onde o filho de Gilmour havia cumprido pena. (Os ensaios do coral podem ser vistos no documentário David Gilmour - Wider Horizons)

3 - Faces Of Stone

Nesta balada nós temos um clima melancólico, onde ouvimos a voz de Gilmour bem encaixada com violão e um piano climático. A letra da música remete a morte da senhora Sylvia (mãe de David Gilmour), mas a cereja do bolo é o final da música, onde temos um solo grandioso e marcante de Gilmour, que com certeza tem muitos traços floydianos.


4 - A Boat Lies Waiting

Logo em seguida nós somos apresentados a outra balada, onde ouvimos vocais dobrados, um piano marcante e claro o timbre poderoso de Gilmour na sua ‘’Lap steel guitar’’. A música é uma homenagem ao falecido tecladista Richard Wright, tanto que o começo da música é uma antiga gravação entre Gilmour e Wright que foi feita na década de 90, onde podemos ouvir alguns ruídos ao fundo e até a voz de uma criança, que de acordo com Gilmour era de seu filho.

5 - Dancing Right In Front Me

Essa é uma música que surpreende até os fãs mais chegados ao trabalho de Gilmour. Ouvimos um piano com claras influencias de jazz, um ótimo trabalho do baixo e também temos um riff de guitarra bem puxado para o rock. É uma música gostosa de se ouvir, que possui um andamento de valsa que nos faz um breve convite para uma dança.

6 - In Any Tongue

A música mais longa do álbum, onde encontramos vários elementos usados em algumas músicas do Pink Floyd. A música começa com um assobio de Gilmour muito bem sacado, um instrumental que nos lembra vagamente Comfortably Numb e para fechar com chave de ouro temos um solo extremamente lindo e emocionante, que eu me arrisco a dizer que é o melhor solo do álbum.

7 – Beauty

Aqui temos mais uma faixa instrumental, ela nos leva para um clima mais espacial, onde podemos destacar a brilhante performance de Gilmour, que também nos mostra o poder dos seus incríveis pedais e efeitos na guitarra. A música vai crescendo aos poucos, até o momento em que a guitarra ganha o destaque principal, mas infelizmente as nossas expectativas são quebradas quando tudo termina com um fade out, e deixa a desejar um final que poderia ser épico.

8 - The Girl In The Yellow Dress

As influências de jazz atacam mais uma vez! A música é basicamente um arranjo de jazz acústico, onde temos um baixo marcante e a presença do sax que acompanha a levada lenta e bailada. É uma música que mostra a diversidade de Gilmour nas suas composições.

9 – Today

A música começa com um coral acompanhado por um órgão, mas logo esse clima é quebrado por um som que nos leva outra vez aos anos oitenta. Aqui nós podemos dar destaque aos backing vocals bem interpretados e também para o solo final que possui muita pegada e que incorpora muitos elementos do funk que Gilmour possui em seu arsenal.

10 - And Then...

E assim finalizamos o álbum com mais uma faixa instrumental. Aqui temos frases lindas na guitarra e o acompanhamento da orquestra novamente, a faixa se encerra com Gilmour solando no violão e a última coisa que ouvimos é o som do que parece ser uma fogueira. No geral acaba sendo uma faixa bonita de encerramento, mas nada de surpreendente.

David Gilmour mostra em Rattle That Lock que ainda está em forma. Aqui encontramos uma diversidade maior de sonoridades, onde ele explora outros estilos, mas apesar dos grandes momentos do álbum, ele acaba não sendo o melhor trabalho solo de Gilmour. Mas é com certeza uma boa porta de entrada para quem quer conhecer o seu trabalho ou um pouco da sonoridade floydiana...
No final das contas o álbum em um todo é excelente, mas não chega a ser fantástico ou acima da média, mas mesmo assim vale muito a pena ser ouvido e apreciado.


Nota: 8,0




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