Desde já estou aberto a sugestões para que eu possa aprimorar cada vez mais as minhas postagens.
Para o meu primeiro post no blog, eu resolvi trazer aqui uma resenha sobre um dos álbuns que mais me surpreenderam no ano passado, que foi o Rattle That Lock do mestre David Gilmour! Então chega de enrolação e bora lá!
Rattle That Lock foi lançado em 18
de setembro de 2015. É um álbum de Rock Progressivo e Pop Rock produzido por
David Gilmour junto com Phil Manzanera, onde temos também algumas letras
escritas por Polly Samson (esposa
de Gilmour).
Músicas:
1 - 5 A.M.
Com um dedilhado
de violão, uma orquestra e mais um solo de guitarra delicado e cheio de feeling
com a marca Gilmour de qualidade nós temos a primeira música do álbum. O
andamento dela é lento, e o instrumental é hipnotizante e lindo do começo ao
fim. A música lembra bastante os últimos trabalhos de Gilmour, então para as
pessoas que ouviram On An Island ou The Division Bell do Pink Floyd, irão ficar
bastante familiarizadas com essa música já nos primeiros momentos.
2 – Rattle That
Lock
Diferente da música anterior que
nos traz um clima de tranquilidade, a faixa-título do álbum nos leva para um
pop anos oitenta. Podemos perceber o baixo e a bateria fervendo, e também a
guitarra mais solta, onde ouvimos dois solos cheios de pegada. Uma curiosidade
interessante é que o coral que temos na música foi feito pelos ex-detentos de
Wandsworth, onde o filho de Gilmour havia cumprido pena. (Os ensaios do coral
podem ser vistos no documentário David Gilmour - Wider Horizons)
3 - Faces Of Stone
Nesta balada nós temos um clima
melancólico, onde ouvimos a voz de Gilmour bem encaixada com violão e um piano
climático. A letra da música remete a morte da senhora Sylvia (mãe de David
Gilmour), mas a cereja do bolo é o final da música, onde temos um solo
grandioso e marcante de Gilmour, que com certeza tem muitos traços floydianos.
4 - A Boat Lies Waiting
Logo em seguida nós somos
apresentados a outra balada, onde ouvimos vocais dobrados, um piano marcante e
claro o timbre poderoso de Gilmour na sua ‘’Lap steel guitar’’. A música é uma
homenagem ao falecido tecladista Richard Wright, tanto que o começo da música é
uma antiga gravação entre Gilmour e Wright que foi feita na década de 90, onde
podemos ouvir alguns ruídos ao fundo e até a voz de uma criança, que de acordo
com Gilmour era de seu filho.
5 - Dancing Right In Front Me
Essa é uma música
que surpreende até os fãs mais chegados ao trabalho de Gilmour. Ouvimos um
piano com claras influencias de jazz, um ótimo trabalho do baixo e também
temos um riff de guitarra bem puxado para o rock. É uma música gostosa de se
ouvir, que possui um andamento de valsa que nos faz um breve convite para uma
dança.
6 - In Any Tongue
A música mais
longa do álbum, onde encontramos vários elementos usados em algumas músicas do
Pink Floyd. A música começa com um assobio de Gilmour muito bem sacado, um
instrumental que nos lembra vagamente Comfortably Numb e para fechar com chave
de ouro temos um solo extremamente lindo e emocionante, que eu me arrisco a
dizer que é o melhor solo do álbum.
7 – Beauty
Aqui temos mais
uma faixa instrumental, ela nos leva para um clima mais espacial, onde podemos
destacar a brilhante performance de Gilmour, que também nos mostra o poder dos
seus incríveis pedais e efeitos na guitarra. A música vai crescendo aos poucos,
até o momento em que a guitarra ganha o destaque principal, mas infelizmente as
nossas expectativas são quebradas quando tudo termina com um fade out, e deixa
a desejar um final que poderia ser épico.
8 - The Girl In
The Yellow Dress
As influências de
jazz atacam mais uma vez! A música é basicamente um arranjo de jazz acústico,
onde temos um baixo marcante e a presença do sax que acompanha a levada lenta e
bailada. É uma música que mostra a diversidade de Gilmour nas suas composições.
9 – Today
A música começa
com um coral acompanhado por um órgão, mas logo esse clima é quebrado por um
som que nos leva outra vez aos anos oitenta. Aqui nós podemos dar destaque aos
backing vocals bem interpretados e também para o solo final que possui muita
pegada e que incorpora muitos elementos do funk que Gilmour possui em seu
arsenal.
10 - And Then...
E assim
finalizamos o álbum com mais uma faixa instrumental. Aqui temos frases lindas
na guitarra e o acompanhamento da orquestra novamente, a faixa se encerra com
Gilmour solando no violão e a última coisa que ouvimos é o som do que parece
ser uma fogueira. No geral acaba sendo uma faixa bonita de encerramento, mas
nada de surpreendente.
David Gilmour
mostra em Rattle That Lock que ainda está em forma. Aqui encontramos uma
diversidade maior de sonoridades, onde ele explora outros estilos, mas apesar
dos grandes momentos do álbum, ele acaba não sendo o melhor trabalho solo de
Gilmour. Mas é com certeza uma boa porta de entrada para quem quer conhecer o
seu trabalho ou um pouco da sonoridade floydiana...
No final das
contas o álbum em um todo é excelente, mas não chega a ser fantástico ou acima
da média, mas mesmo assim vale muito a pena ser ouvido e apreciado.
Nota: 8,0


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