terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Poesias #3: Eu nunca tive medo do escuro...

eu nunca tive medo do escuro
não me assustei com bicho papão
durmo com o pé pra fora da cama
não tenho medo de assombração

eu nunca tive medo de altura
tenho mania de encarar o espelho depois de apagar a luz
não tenho medo de cobra nem de barata
já entrei no cemitério sem fazer sinal da cruz

eu tenho medo de gente, de gente viva
mais especificamente
eu tenho medo de você

pois nada explica
esse frio na barriga
que eu sinto ao te ver....



sábado, 20 de fevereiro de 2016

E hoje....hoje é um novo dia...

Diz a lenda que trocou algumas certezas por alguns sonhos mágicos. Abrir mão de certezas e encerrar ciclos, todo o brilho de uma nova história, mas o que ninguém nos conta que mais difícil que recomeçar é libertar-se da segurança que nos prende a algo pequeno, mas que ainda é segurança, abrir mão de tudo que um dia já foi completamente nosso mas como num estalo de dedos deixou de ser. Encerrar ciclos e histórias sempre vem envolvido a uma aura de melancolia, auto conhecimento e, com certeza, uma dose de amadurecimento.

[...]

Perguntam se ele quer esquecer.... diz que por hora não, visto que é impossível, visto que não quer. Se esquecêssemos as coisas assim, seríamos mais felizes mas igualmente menos sábios. Lembrar só significa estar preso se for lembrado com uma certa dependência. E não é difícil cair nessa cilada. Momentos bons sempre serão lembrados como momentos bons.

Ele tinha a certeza, mas como todo barco, apesar de por vez ter ficado muito tempo no porto, foi feito pra velejar. Não há palavras para descrever o que ele jogou fora. Mas estava a perder tudo aos poucos. Acelerou o processo. Nunca aspirou menos que o melhor para si mesmo, E a satisfação lhe parece apenas como uma memória distante.

Ele tem todos os sintomas de um perfeito viciado. Dizem que se tornou dependente dela. Diz ele que só precisa de alguém para levar tudo aquilo embora, e impor um futuro diferente.

Estava em um paraíso infernal, ficou no mesmo lugar por muito tempo. Precisava de mudanças. Ousou sair da sua zona de conforto. Ganhou um pouco de stress. ''E esse não é um dos preços de sair dessa zona?''. Talvez ele sonhou alto demais, ou talvez essa cidade seja muito pequena. Dizem que voou muito alto. Bom, ele já se acostumou a olhar de cima.

E por mais que as vezes ele tenha sentimentos nostálgicos, sabe que seu presente não permite-o retornar. São muitas distrações.....chegou alguém para levar tudo aquilo embora, ela impôs um futuro diferente...


E hoje...hoje é um novo dia...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Carta Aberta ao Brasil - Por Mark Manson

Querido Brasil,
O Carnaval acabou. O “ano novo” finalmente vai começar e eu estou te deixando para voltar para o meu país.
Assim como vários outros gringos, eu também vim para cá pela primeira vez em busca de festas, lindas praias e garotas. O que eu não poderia imaginar é que eu passaria a maior parte dos 4 últimos anos dentro das suas fronteiras. Aprenderia muito sobre a sua cultura, sua língua, seus costumes e que, no final deste ano, eu me casaria com uma de suas garotas.
Não é segredo para ninguém que você está passando por alguns problemas. Existe uma crise política, econômica, problemas constantes em relação à segurança, uma enorme desigualdade social e agora, com uma possível epidemia do Zika vírus, uma crise ainda maior na saúde.
Durante esse tempo em que estive aqui, eu conheci muitos brasileiros que me perguntavam: “Por que? Por que o Brasil é tão ferrado? Por que os países na Europa e América do Norte são prósperos e seguros enquanto o Brasil continua nesses altos e baixos entre crises década sim, década não?”
No passado, eu tinha muitas teorias sobre o sistema de governo, sobre o colonialismo, políticas econômicas, etc. Mas recentemente eu cheguei a uma conclusão. Muita gente provavelmente vai achar essa minha conclusão meio ofensiva, mas depois de trocar várias ideias com alguns dos meus amigos, eles me encorajaram a dividir o que eu acho com todos os outros brasileiros.
Então aí vai: é você.
Você é o problema.
Sim, você mesmo que está lendo esse texto. Você é parte do problema. Eu tenho certeza de não é proposital, mas você não só é parte, como está perpetuando o problema todos os dias.
Não é só culpa da Dilma ou do PT. Não é só culpa dos bancos, da iniciativa privada, do escândalo da Petrobras, do aumento do dólar ou da desvalorização do Real.
O problema é a cultura. São as crenças e a mentalidade que fazem parte da fundação do país e são responsáveis pela forma com que os brasileiros escolhem viver as suas vidas e construir uma sociedade.
O problema é tudo aquilo que você e todo mundo a sua volta decidiu aceitar como parte de “ser brasileiro” mesmo que isso não esteja certo.
Quer um exemplo?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A história do polêmico teste psicológico Rorschach

Poucos dispositivos no mundo da psicologia penetraram na cultura popular de forma tão forte quanto o famoso teste de manchas de tinta de Hermann Rorschach, que ainda divide psicólogos de diversos países.
Eu primeiro me deparei com o teste Rorschach de manchas de tinta quando treinava para ser um psicólogo. Eu recebi uma série de cartões contendo manchas de tinta e me perguntaram o que elas pareciam ser (Avaliador: ''O que isso se parece?'' Eu: ''Um morcego''.) Eu me lembro de pensar que aquilo mais parecia ser uma leitura de tarô do que um teste psicométrico de verdade.
Mas quando o teste foi medido e interpretado, ele produziu um resultado assustadoramente preciso da minha personalidade. Ele revelou coisas ao meu respeito que nem minha mãe sabia. Eu me tornei um fã do teste, ainda que muito cético, desde então.
Então, o que é o teste de manchas de tinta Rorschach? É simplesmente um conjunto de cartas com imagens de manchas de tinta dobradas sobre si mesmas para criar uma imagem espelhada.
O Rorschach é o que psicólogos chamam de um teste projetivo. A ideia básica é de que quando é mostrada a uma pessoa uma imagem sem sentido, como uma mancha de tinta, a sua mente irá trabalhar bastante para dar um significado a este estímulo, e tal atribuição de sentido é gerada pela mente.
Ao perguntar à pessoa o que elas veem na mancha de tinta, elas podem estar na verdade falando de si mesmas e como elas projetam um significado sobre o mundo verdadeiro.
Mas seu inventor, Hermann Rorschach, nunca tinha a intenção de criar um teste de personalidade.

Klecksografia


Quando criança, o jovem Hermann era um fã de um popular jogo chamado Klecksografia, tão popular que seu apelido era Kleck. A ideia do jogo era colecionar cartões com manchas de tinta que podiam ser comprados no comércio local. Os colecionadores podiam criar histórias a partir das manchas de tinta.
Mais tarde, Rorschach foi estudar psiquiatria e, quando estudava, em 1918, ele percebeu que pacientes diagnosticados com esquizofrenia faziam associações a partir das manchas de Klecksografia diferentes das pessoas normais. Foi então que ele desenvolveu o teste Rorschach como uma ferramenta que servisse de diagnóstico para a esquizofrenia.
Mas foi só a partir de 1939 que a ferramenta foi usada como um teste projetivo de personalidade. O próprio Rorschach era cético a respeito disso.
A polêmica em torno da confiabilidade e a validade do teste Rorschach existe desde a sua criação. Hoje, muitos psicólogos na Grã-Bretanha - provavelmente a maioria no país - acreditam que o Rorschach é uma tolice

Dúvidas e críticas


As críticas ao Rorschach se centram em três coisas: Em primeiro lugar, alguns psicólogos argumentaram que o psicólogo que aplica o teste também projeta o seu mundo subconsciente sobre as manchas de tinta ao interpretar as respostas.
Por exemplo, se a pessoa testada vê um sutiã, um psicólogo homem pode classificar isso como sendo uma resposta sexual, enquanto uma psicóloga pode classificar a resposta como algo que diz respeito somente à vestimenta.
Em segundo lugar, o teste também tem sido criticado quanto à sua validade. Em outras palavras, ele está medindo o que ele está medindo? Rorschach estava certo de que seu teste media formas desordenadas de pensar - como a que caracteriza a esquizofrenia - e isso nunca foi contestado. Mas sua habilidade para avaliar de forma precisa a personalidade humana continua sendo algo discutível.
Por fim, críticos sugeriram que o Rorschach peca pela falta de confiabilidade. Dois avaliadores, por exemplo, podem chegar a conclusões de personalidade diferentes para a mesma pessoa.
Eu também sou cético em relação ao valor científico do Rorschach, mas acredito que ele seja uma ferramenta útil para terapia e como forma de estimular a reflexão sobre o mundo interno de uma pessoa.

fonte : BBC Brasil 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Razão x Emoção

Bom mesmo é aquele amor sem sentido. Aquele que meses depois você não consegue dizer como surgiu, só sabe que se tornou o resumo da sua vida. Aquela pessoa que talvez algum dia você olhou com indiferença agora parece que chegou para ficar. Aquele amor que você cai de cabeça sem medo de ser algo raso, você sabe que não é, e se for, cada futura possível lágrima torna-se insignificante perante o momento. Quero me jogar!

Mas você não disse que queria ser livre? Por que diabos esse amor chegou justo agora? Amor certo, hora errada. Vamos lá, se esse amor é tudo isso ele vai te libertar e não te aprisionar. Mas será que ele é tudo isso? Permita-se. Ele pode não estar aí quando for a hora certa.  A verdade é que quando esse tipo de sentimento lhe assola não há razão que faça-o deixar para lá. O que seria racional fazer no momento? Eu devo isso a mim mesmo. Isso o quê? Deve um novo amor ou deve um tempo para si mesmo. ''Descolei uns ingressos para a festa de sábado'' diz seu amigo. ''Sábado a noite seria perfeito para ficarmos assistindo um filme'' diz ela. 

Oscilando entre a razão e a emoção. Você nem sabe o que sua razão diz. Arrisque-se. Mas escolha o lado certo. 


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O Demonologista - Resenha

Estamos de volta! Sim. Peço desculpas por todo esse tempo de inatividade, mas realmente andei sem tempo para fazer algo descente, do jeito que gosto pro blog. 

Hoje trago uma indicação de leitura para vocês. Um livro que li há alguns meses atrás(perdoem-me se eu acabar por colocar alguma informação errada sobre o livro), creio que irão gostar.


''Um romance inteligente, emocionante e absolutamente enervante. O dom de Pyper é que ele respeita profundamente seus leitores''. - GILLIAN FLYNN
''Muito bem elaborado, delirantemente assustador e uma leitura compulsiva do começo ao fim. Imagine um O Exorcista e O Código da Vinci escrito por Daphne du Maurier. Não perca de jeito nenhum!'' - JEFFERY DEAVER


"A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe", escreveu o poeta francês Charles Baudelaire. Já a grande astúcia de Andrew Pyper, autor de O Demonologista, é fazer até o mais cético dos leitores duvidar de suas certezas. E, se possível, evitar caminhos mal-iluminados.