segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A vida como um processo

Bom... o mundo não é só dualidade, não é oito ou oitenta, não é preto ou branco....o mundo....não é tão polarizado. 

As pessoas não são ''isso'' ou ''aquilo'', não as julgue assim.


Por Luciano Pires 

Publicado em: Café Brasil

Ando cada dia mais abismado com a quantidade de gente incapaz de entender o que lê, o que ouve e o que vê. É impressionante. E uma das coisas que mais me chama a atenção é o tratamento do mundo, dos acontecimentos, das interações, de forma maniqueísta, sempre nos extremos. Ou é isto ou é aquilo; se gosta disto, não gosta daquilo; se é a favor disto, é contra aquilo. E deu. Parece que as pessoas não se dão conta de que a vida é um processo, tratam tudo como o aqui e agora.
No mundo dos negócios, a definição de “processo” é algo como “uma sequência de procedimentos conectados e interdependentes que, a cada estágio, consomem um ou mais recursos para converter insumos em resultados. Esses resultados então servem como insumos para o próximo estágio, até que um objetivo ou resultado seja alcançado.”
Viu como é complexo? A vida é assim também…
Alguém que dá uma opinião deve tê-la baseado em suas referências, em seus valores, em suas leituras – os insumos -, para construí-la – o resultado. Desconhecer essas referências é o primeiro passo para fazer julgamentos apressados sobre o autor da opinião e criticar sua obra de forma maniqueísta.
Eu produzo há dez anos o Podcast Café Brasil, semanalmente publicando um episódio onde trato da vida, falo de arte, de política, de sociedade, de comportamento. E há muito tempo me dei conta de que esse meu projeto tem de ser apreciado como um processo. É um programa por semana, e esse programa específico não representa a totalidade do Café Brasil. Para poder dizer “gosto” ou “não gosto”, a pessoa tem de ouvir vários episódios. Tem de aprender um pouco sobre a linguagem que uso, sobre as ideias que defendo, sobre a forma como cada assunto semanal está ligado a um propósito maior. Quem não faz assim, não consegue apreciar o processo, só consegue apreciar um programa.
O mesmo tenho usado em minha vida para apreciar os acontecimentos, o trabalho de outras pessoas, as ideias com as quais interajo. Recebi um texto de alguém? Se julgar interessante, vou procurar saber dessa pessoa. Vou ver sua página nas mídias sociais, as referências na Wikipedia, o site ou blog que ela mantém. Vou ver os tuítes que ela retuíta e os posts que ela compartilha (esses são matadores!). Vou querer saber um pouco de sua biografia, de suas influências, de onde ela veio e para onde ela vai. Quero saber de seus valores e convicções, de como constrói seu raciocínio. Vou ler mais textos, assistir mais vídeos, ouvir mais de seus trabalhos, para só depois me atrever a tirar alguma conclusão.
Meus longos anos de existência me ensinaram que a vida deve também ser vista assim, como um processo.
O que aprendi com meus podcasts, por exemplo, é que na semana que vem tem outro. O que não discuti neste, posso discutir no próximo, o que errei neste, posso corrigir no próximo, o que faltar neste, posso complementar no próximo. O mundo não vai acabar na semana que vem, nada pode ser definitivo. E talvez em algum momento eu deva fazer aquela afirmação libertadora:
– Eu estava errado, mudei de ideia.
É isso que tenho tentado trazer para minha vida: a visão como um processo, como algo contínuo, onde quase nada permanece imóvel, onde as pressões dos contextos, as influências, a exposição contínua às ideias nos transformam. Quem já releu um livro ou reviu um filme com o qual teve contato muitos anos atrás sabe do que estou falando. O livro e o filme são os mesmos, mas eu sou outra pessoa. A leitura de hoje é diferente daquela de anos atrás, são novas descobertas e algumas decepções.
Eu mudo com o mundo. A percepção sobre meu trabalho muda com o crescimento de meus leitores e ouvintes. E isso vale para a forma como aprecio ou critico o trabalho e a opinião das pessoas com as quais tenho contato.
A vida é um processo. As coisas são mais complexas do que achamos que são.
Só a burrice é estática.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A música como plano de fundo - O Rock está morrendo? Não, mas ele está doente Parte 03

Olá Humanos!

Mais uma da série ''O Rock está morrendo? Não, mas ele está doente''. Antes desse post leia a parte 01 e a parte 02. 

Há tempos venho percebendo como as pessoas ouvem cada vez mais música, porém percebo também o quanto a música tornou-se um plano de fundo, algo secundário. 



Agora vamos ao principal ponto desse post:

Por que exatamente a música tornou-se plano de fundo? 

Um dos causadores indiretos disso é o fato de que a música deixou de ser produzida, agora ela é fabricada. Não mais atemporais, e sim músicas que fazem sucesso por alguns meses e depois caem no esquecimento, ou vai dizer que você ainda ouve ''Ai se eu te pego'' na balada? Aí você me diz ''tá Matheus, mas com o Rock não é assim'', realmente não é (será?). Isso talvez tenha sido o que nos manteve vivo, e talvez algo bom de ainda não termos nos adaptado a essa nova geração musical. 

Já dizia Pablo Picasso: ''Não há, na arte, nem passado nem futuro. A arte que não estiver no presente jamais será arte.''



Outro ponto agora (influência direta):

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Iluminando o país - Congresso Brasil Paralelo

Olá Humanos!

Hoje venho com um post de divulgação, algo pouco comum por aqui. Não, não ganho nada para isso (quem daria grana para um blog tão pequeno? haha), nada além do sentimento de estar divulgando uma boa iniciativa.

O ponto aqui é o Congresso Brasil Paralelo. Um congresso online que está acontecendo agora mesmo, com iniciativa 100% privada.  O congresso traz o maior pacote de conteúdo político, econômico, filosófico, social e estratégico jamais disponibilizado em língua portuguesa.  Foram entrevistados 68 palestrantes somando mais de 120h de conteúdo 100% inédito, dentre os palestrantes temos Olavo de Carvalho, Luiz Felipe Pondé, Hélio Beltrão, Felipe Moura, entre outros...

http://membros.brasilparalelo.com.br/




O futuro que sonhamos para o Brasil...

Desafiaram todos os antigos paradigmas do mercado, mostrando que é possível criar conteúdo verdadeiro e de qualidade sem precisar de auxilio do estado, reunindo o maior número de pensadores em um só evento. E melhor ainda, com um alcance (até hoje 20/12) de mais de 5 milhões de pessoas APENAS no Facebook e, mais de 110 mil inscritos. 






Não vou iludir e dizer que é tudo de graça, porém o custo para tudo isso é bem baixo, 12xR$ 36,14 é o preço que está agora. PORÉM, 5 palestras de mais 30min cada estão disponibilizadas já no site DE GRAÇA! Ou seja, ainda que como eu você não tenha como adquirir o pacote pago, dá pra obter muita informação apenas nessas palestras de graça. 


Chega de saber tudo apenas pelos livros de história, a hora é agora!


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Westworld: Uma série que você precisa assistir!

  Olá queridos leitores do Ironicamente Humano! Hoje eu trago uma boa recomendação para você que é viciado em séries e está sempre a procura de coisas novas e interessantes para assistir. 
  
  Westworld é a mais nova série da HBO que estreou recentemente no dia 2 de Outubro. A primeira temporada da série possui 10 episódios, com cada um tendo uma média de 50 a 60 minutos de duração. Exceto pelo seu ultimo episódio, que tem 90 minutos de duração.

 Sinopse: A série se passa em um futuro tecnologicamente avançado e é centrada em Westworld, um parque temático que simula o Faroeste e é habitado por robôs sintéticos apelidados de "anfitriões", que atendem aos desejos dos convidados do parque (apelidados de "recém-chegados" pelos anfitriões, e de "convidados" pela gerência do parque). Os convidados podem fazer o que quiserem dentro do parque, sem seguirem regras ou leis e sem medo da retaliação dos anfitriões.

  Bom, e o que me fez gostar tanto da série? Em suma, são os mistérios que cada capítulo traz, e o modo como os acontecimentos da série fazem você pensar. Em diversos momentos somos expostos a reflexões sobre a nossa humanidade e também sobre questões morais. Mas, não quero entrar em detalhes sobre isso para não dar algum spoiler sobre a série e estragar a sua experiência.

  As atuações são geniais, principalmente do Anthony Hopkins que traz um Dr.Ford maravilhoso, e que aliás, foi o meu personagem favorito nessa primeira temporada.

  Os efeitos visuais são muito bem feitos como já era de se esperar, e os lugares presentes durante a trama são lindos e atraentes.

  No decorrer de toda a série ficamos criando teorias sobre o que está acontecendo ali e sobre o que ainda pode acontecer, e no final somos surpreendidos por um desfecho inesperado que amarra de uma forma magnifica todas as pontas soltas criadas durante a história. 

  E sobre a história, ela é extremamente dramática, emocionante e também linda em muitos momentos. Não é uma história que se foca muito na ação, então não vá assistir esperando ver explosões e tiros toda hora. Westworld é mais profundo do que isso, e por esse motivo ela acaba sendo uma série diferente de quase todas as outras que existem atualmente. 


  

'' Se você gosta de ficção cientifica, drama e uma boa dose de ação, você vai se surpreender com essa série! '' 
  




  Logo abaixo eu estarei deixando o trailer da série para você dar uma conferida!

  

  

Por que sou contra a descriminalização do aborto - (Spotniks)

Como prometido, o segundo texto sobre a questão do aborto. Se você não leu o primeiro clique aqui.

Novamente trazendo o grande Spotniks para o blog. Dessa vez com outro escritor.

Escrito por: Francisco Razzo - mestre em Filosofia pela PUC-SP. Em breve publicará seu primeiro livro pela editora Record.


Objetivamente não me parece possível ter qualquer perspectiva direta acerca do mundo a partir da perspectiva de um embrião. Evocarei o filósofo norte-americano Thomas Nagel para nos ajudar a compreender as implicações deste instigante problema filosófico: o que significa descrever o mundo na perspectiva de primeira pessoa? Pois é disso que se trata quando defendemos a qualidade do embrião como pessoa — e não como coisa —, ou seja, de que ele é um sujeito de relações interpessoais e não um objeto de nossas pretensões científicas. Nesse sentido, parto da tese segundo a qual a experiência de subjetividade impõe limites intransponíveis para a descrição científica do mundo, cuja pretensão é sempre de objetividade. E não adianta apelar para a descrição objetiva da formação do sistema nervoso central a fim de descrever o embrião enquanto sujeito, porque, como veremos, isso é — além de metodologicamente impossível — irrelevante para o problema filosófico da subjetividade e do relacionamento interpessoal.
Todo debate sobre a permissividade do aborto tem de passar, antes de tudo, pelo crivo da discussão a respeito do estatuto antropológico do ser humano e, consequentemente, do ser humano em estado embrionário. Não se está discutindo se o embrião é um ser vivo — biologicamente a resposta para esse problema é simples e precisa o suficiente. Por outro lado, o ponto central de toda controvérsia do aborto gira em torno da justificativa moral para matar seres que se encontram no estágio inicial da vida intrauterina. Vale uma nota: estamos presumindo que matar pessoas é moralmente condenável. Se o embrião for uma pessoa — e espero demonstrar que sim —, então segue que abortá-lo é moralmente condenável. O que uma sociedade decidirá fazer com quem optou pelo aborto depende, em certa medida, dessa resposta. Tentar reduzir o aborto a uma questão de saúde pública ou a decisões exclusivas de mulheres não significam outra coisa senão negligenciar, de forma arbitrária, autoritária e ideológica, a natureza desse problema fundamental.

 O problema moral do aborto, portanto, não se encerra na descrição científica de um organismo vivo e da descrição do processo de seu desenvolvimento. A controvérsia maior, na verdade, gira em torno de uma resposta decisiva para a pergunta: “o que sou eu?” – pois só a partir de uma resposta segura dada a essa questão será possível pensar um critério minimamente aceitável para refletir a respeito da resposta para a pergunta: “faz sentido dizer que embrião já existe como pessoa?”.


Por critério minimamente aceitável quero dizer que

Por que sou a favor da descriminalização do aborto - (Spotniks)

Olá Humanos!

Trago hoje (atrasado) dois textos a respeito da questão do aborto (um favorável a descriminalização e outro contra). O motivo vocês sabem, toda aquela questão das últimas ações do STF. Não vou entrar no mérito de lei e direitos, nem todo o caso de jurisprudência, judiciário querendo legislar, etc. E sim, sei que isso tudo atua por vez também como uma distração para as outras coisas que estão acontecendo 'por lá'. O caso aqui não é esse, resolvi fazer esses posts justamente por encontrar para os dois lados argumentos muito ruins e facilmente refutáveis, o que não quer dizer que a causa em si não seja correta.

O segundo texto: Por que sou contra a descriminalização do aborto

Fonte: Spotniks  ( recomendo fortemente a leitura deste incrível site)

Texto por: Eli Vieira - Biólogo, Mestre em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e estudante de doutorado (PhD) na University of Cambridge (Reino Unido).


Quero fazer um convite simples ao leitor. Nos próximos minutos que você gentilmente me dedica, tente não pensar em quem lhe escreve. Não importa quem é o portador das ideias (e do teclado). Eu e você somos duas pessoas preocupadas com as implicações em torno de interrupções de gestações, e estamos tentando entender o que é certo e o que é errado, de acordo com as nossas melhores intuições e com ao menos um pouco das melhores investigações disponíveis, tentando partir de premissas com que podemos concordar.
Lembro-me de um cartaz “pró-vida” (antiaborto) que vi uma vez em Brasília. Trazia a foto de um bebê recém-nascido ou em fase tardia de gestação – 8 meses, digamos. Se o pensamento de uma gestante interrompendo a vida desse bebê causa a você uma repulsa, saiba que eu compartilho dessa repulsa, e não apenas isso, acho que a repulsa é plenamente justificada. Não quero ter parte nisso, tanto quanto você, nem mesmo em opinião. Bebês e crianças são seres para serem amados e protegidos.



Também me lembro de quando

domingo, 20 de novembro de 2016

Por que alguns não têm uma vocação? A multipotencialidade!

Olá Humanos!

Nos últimos tempos tenho refletido muito sobre minha pouca capacidade de foco. Famoso tentar abraçar o mundo. Quero estudar psicologia mas talvez ler esse livro de economia e política seja legal também, ou talvez esse de física quântica, quem sabe esse sobre medicina preventiva, ou ....todos.

Eis que desde tempos pensar sobre minhas escolhas pro futuro vem sendo doloroso. ''Vou aprender sobre tudo e no final caso eu mude de ideia posso aproveitar a maioria das coisas'', ou o pensamento que venho tendo ''já que não tenho um futuro muito planejado vou tentar aprender coisas que me serão úteis independente da área que eu escolher'' . Uns me dizem que é indecisão de libriano, não importa. Acredito que um dos motivos de ter escolhido cursar Psicologia talvez seja que é um conhecimento que mesmo que eu troque de área futuramente eu posso re-utilizar em qualquer outra área.

Eis que deparo-me com esse TED Talk, e a identificação vem instantânea....



Deixo aqui a transcrição do vídeo, caso prefiram ler o TED:

Levante a mão quem já ouviu a pergunta: "O que você quer ser quando crescer?"
0:17E se você tivesse que lembrar, quantos anos você tinha quando ouviu essa pergunta pela primeira vez?Indique a idade com seus dedos. Três. Cinco. Três. Cinco. Cinco. Certo. Agora, levante a mão se essa pergunta já lhe causou ansiedade?
0:38(Risos)
0:40Nem que seja um pouquinho.
0:44Eu nunca consegui responder a essa pergunta: "O que você quer ser quando crescer?"

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Pense Negativo



Olá Humanos!


Hoje trago a vocês um texto que não é de minha autoria. Me recomendaram um site de podcasts essa semana e acabei esbarrando com esse texto por lá. Achei interessante e resolvi trazê-lo a vocês.



Fonte:  Café Brasil


O Ministro da Justiça Alexandre Moraes, ao ser perguntado sobre atentados na Olimpíada, disse:
-Não é provável que aconteça nos Jogos do Rio um ato terrorista, mas é possível. Não há probabilidade, mas há possibilidade.
Assisti uma palestra de Abílio Diniz, o ex dono do Grupo Pão de Açúcar. Abílio conta que era filho de padeiro, quando garoto era o gordinho que sofria bullying na escola. A diversão da garotada era bater no Abílio. E hoje ele é o bilionário famoso e bem sucedido. Num momento da palestra ele diz:
– Se eu estou aqui, você também pode estar!
Isso mesmo seu Abílio, pode. Não é provável que eu me torne um bilionário como o senhor, mas é possível. Não há probabilidade, mas há possibilidade. E tem gente que tem a resposta:
– Pense positivo!
Quantas vezes você já ouviu isso? Usar o pensamento positivo é excelente para focar nossa energia, nos motivar e abrir o apetite para seguir em frente.  Mas pensar positivo só serve para abrir o apetite… tem de comer.
E acredite, ainda tem gente que acha que pensamento positivo é pensamento mágico, transforma possibilidades em probabilidades. Não transforma. Pensar positivamente, visualizar onde você quer estar, é como desenhar um mapa. Depois que ele estiver pronto, não basta olhar pra ele e ficar desejando. Tem que botar o pé na estrada e seguir o caminho. É aí que um pouco de pensamento negativo pode ser uma tremenda ferramenta.
– Pense negativo!
Chega a doer, não é? Mas o pensamento negativo pode ser muito útil se você souber lidar com ele. Quer ver?
– Sou um perdedor e jamais vou chegar lá!
Esse é um típico exemplo de pensamento negativo ruim, que já derrota você na largada. Não espaço nem para possibilidade, muito menos para a probabilidade.
– Putz… esse meu objetivo não vai ser fácil, vou ter de trabalhar duro!
E esse é um exemplo de pensamento negativo bom,

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A simples cura para a solidão - como se sentir conectado

Olá Humanos! 

Há muito vejo a falta de conexão entre as pessoas, eu poderia discorrer horas aqui sobre os males da nova era digital, mas todos aqui sabemos o quanto a conexão das pessoas ( principalmente entre os jovens) tem se transformado com o advento dos celulares e afins. 

Boa parte de nossa vida é baseada em nossas relações com os outros, nessa busca por conexão, fluidez e harmonia com o mundo. 


“A vida é um processo constante de relacionamento.” - Bruce Lee

FILTRE SUAS CONEXÕES


Hoje, vejo que não me conecto da maneira que gostaria com as pessoas, percebi o quanto é difícil alinhar seu propósito de vida, seus valores e princípios com a conexão com o outro. Não é(era) raro eu me olhar em terceira pessoa e me ver rebaixando algum valor meu para criar ou manter alguma conexão. Durante esse ano, realmente perdi inúmeras conexões, algumas cortei por vontade própria, outras talvez de forma inconsciente, mas a maioria o mundo se encarregou de encerrar. Por alguns meses sofri muito por causa da solidão e numa tentativa desesperada em busca dessa conexão acabei por fazer coisas que iam totalmente contra meus valores, coisas que nunca me imaginei fazendo.

Logo percebi que é extremamente necessário termos noção de como está nossa necessidade de conexão, seja ela um fator inato/biológico ou mental/psicológico, não importa, precisamos ter noção dela e como ela está sendo suprida. Essa consciência se faz necessária uma vez que nos vemos tornando pessoas piores por causa dessas conexões negativas, fazendo coisas que antes julgávamos inaceitáveis. Ainda que boas conexões sejam difíceis de serem encontradas e estabelecidas no mundo de hoje, não é motivo para não buscá-las e desejá-las.

 Isso mostra inúmeras coisas, quero citar três:

1 - O quanto importante para o ser humano é a conexão. 

domingo, 11 de setembro de 2016

É, talvez ''olhar pelo lado bom'' não seja tão bullshit assim

Olá Humanos! Hoje trago algo um pouco mais ''conversa de bar'', algo mais leve do que os outros posts. Penso que devemos aprender com os erros e experiências alheias, então vamos ao texto de hoje!

Esse ano foi um ano turbulento para mim. Muitas perdas, muitos ganhos, muitas mudanças, muito aprendizado. Infelizmente, precisei de tudo isso para aprender certas coisas, evoluir em alguns aspectos. E é esse olhar que quero trazer hoje, para vocês leitores conseguirem ter uma visão parecida ou até melhor em relação às mudanças que costumam ocorrer em nossa vida. Não vou entrar em detalhes de que perdas e mudanças foram essas, visto que a ninguém interessa minha vida pessoal, mas vamos então tentar fazer todos lidarem melhor com certos acontecimentos.

Tomemos aqui um acontecimento ilustrativo: a perda de um emprego. Porém a mesma reflexão pode (e deve) ser feita para outros acontecimentos.

Evoluindo sempre...

De tudo pode-se tirar algum aprendizado, tudo. Sim, tudo. A nossa vida não é feita só de alegrias, principalmente quando estamos no início da mesma e ainda não sabemos comandá-la,  Você não sai pedalando de bicicleta sem antes alguns tombos. Seu chefe lhe demitiu? Exija os motivos. Sim exija, você não tem mais nada a perder mesmo não é? 

Como já dizia algum filósofo de alguns séculos passados, a qual não lembro-me o nome: parte de nossa felicidade depende de nós e parte dela depende de coisas fora de nossa controle. 
Ou seja, se o problema foi a sua conduta, agradeça pelo feedback e por toda a experiência e aprendizado que conseguiu no tempo passado ali. Chegue em casa e admita para si mesmo que errou, tenha autocompaixão e faça uma auto-análise. Utilize o tempo ganho para melhorar os pontos que lhe causaram a demissão no último emprego para que no próximo não aconteça a mesma coisa.

Se a demissão não foi culpa sua, ou seja, se a sua empresa faliu por causa de um erro de algum outro funcionário de alto escalão na empresa e isso gerou uma necessidade de corte de funcionários, bom, aí caiu na parcela de felicidade a qual foge de seu controle, ou seja, iria acontecer você fazendo algo ou não, então não há o que fazer, pois o lado ruim do acontecimento não foi culpa sua, resta-lhe olhar para o lado bom. Antigamente a frase a seguir soava para mim meio bullshit, hoje vejo seu real significado.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Como reconhecer um bom solo de guitarra?


  Muitas vezes estamos ouvindo uma música que gostamos muito e no meio dela começa a tocar aquele solo marcante de guitarra, e você como muitos outros, começa a imitar o guitarrista com os dedos ou até mesmo com a boca, e em alguns casos fazendo ambas as coisas ao mesmo tempo.                                              

  Como eu consigo descobrir se um solo de guitarra é bom ou não? Bem, é isso que vamos discutir no post de hoje.

   Antes de avaliarmos um solo de guitarra, precisamos primeiro entender o que o músico em questão quis passar com aquela obra. Por exemplo, uma música mais triste feita em uma tonalidade menor, não pode ter no meio dela um solo que soe feliz. O solo em questão pode até ser bom do ponto de vista técnico, mas ele vai ficar fora do contexto da música e vai acabar sendo sem sentido algum, pois ele vai quebrar todo o clima que a música construiu desde o começo.

  Então, já temos aí algo a considerar, um bom solo deve se encaixar bem no contexto da música e trazer para o seu ouvinte a sensação que ela está passando desde o começo, seja de felicidade, sofrimento, aflição e etc.

  Um exemplo bom que podemos dar é o solo da música Fade to Black do Metallica: 

  A música tem como seu tema principal a morte, e no solo final podemos sentir bem a aflição e o sentimento de dor que o compositor quis passar.

  Outra coisa muito importante em um bom solo de guitarra é a sua melodia, esse seria um dos pontos chave, pois um solo sem uma boa melodia não consegue chamar a atenção de ninguém.

  Hoje em dia é normal vermos muitos guitarristas apenas fritarem notas nos seus solos e não darem a mínima para a melodia. Mas eu não estou falando que o fato do solo ter alguma frase rápida é algo ruim. Mas, a grande parte não sabe usar essa ferramenta de forma positiva para a música e acaba exagerando demais e tornando o solo chato de se ouvir, e que no final das contas não passou sentimento algum.

  Eu vejo isso como uma forma do cara apenas demonstrar a sua técnica e nada mais, pois a música não se trata de mostrar quem tem mais velocidade no instrumento ou algo do tipo, mas sim de trazer sentimentos para o seu ouvinte.

  Para vocês entenderem melhor isso tudo eu vou dar alguns exemplos:

  Aqui nós temos o solo da música Breaking All Illusions da banda Dream Theater:


  Vocês podem notar que aqui nós temos uma melodia linda e marcante, e o uso da técnica ao favor da música ao mesmo tempo. Temos muitas frases rápidas, mas elas não tornam o solo ruim, pois elas são bem pensadas e colocadas no momento certo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Guardado em uma caixa

Lembro exatamente do dia em que lhe disse, que fazer isso era jogar tudo ao mar, que você poderia encontrá-lo novamente depois de muito tempo à procura, mas que provavelmente já estaria deteriorado, que era quase um caminho sem volta. Pois bem, você o jogou...

E por um momento eu deixei ele tocar o fundo. Estava convencido que deixaria tudo lá. É...eu não consegui. Tive de pular atrás e pegá-lo,  mergulhar profundamente sozinho não foi fácil. Mas não foi difícil encontrá-lo. Dizem que lá embaixo a pressão é imensa, é, você nem imagina. 

Ah, e sobre quase me afogar ao ficar por alguns segundos apreciando a beleza e o brilho dele? Bom...era um risco à correr, mas foi descuido meu, a depressão o afogamento era uma possibilidade de qualquer forma.

Já tentou gritar na água? É, o som não costuma se propagar muito bem, eu acho que ninguém ouviu. É tentador na falta de energia apenas deixar-se levar pela maré, aparecer alguns tempos depois na praia, sem muita consciência, na espera que alguém lhe dê amparo, mas eu acho que acabaria numa ilha deserta, visto minha tremenda falta de sorte. 

A medida que subi até a superfície percebi seu real peso, mas nunca foi assim, eu acho que ele ganhou alguns quilos extras nos últimos dias não é mesmo? Aconteceu tão rápido que nem percebi. Seu peso aumentou ainda mais, lhe peço desculpas, mas não consigo mais carregar ele o dia todo comigo. Todos me olhavam nos olhos e logo voltavam-se para as minhas costas, já arcadas com a estrutura que eu segurava. Mas eu estava com um sorriso no rosto, falava que estava ok, que já estava acostumado. Não entendo como ele aumentou, será que eu continuei à nutrir-lo? É pode ser...

A verdade é que eu não dei ouvidos a ninguém, e o peso disso tudo eu não aguentei mais, ele me esmagou. Por essas e outras lhe peço desculpas, já não carrego ele inteiramente comigo (é, não consegui me desfazer por inteiro), mas agora sua maior parte está em um lugar seguro, para sempre olhá-lo e admirá-lo, mas nunca poderei tê-lo novamente sem juntar com a sua parte, a qual suspeito que esteja guardada em algum lugar...

O nós, guardado em uma caixa, para sempre contemplar, para sempre admirar...


O nós........



para sempre existirá...

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O que eu guardei pra você

Perdido nesse conflito, mais uma vez perdido nesse mar de pensamentos !

E outra vez tocando aquela musica fantástica do nosso baile

Tão jovens, sintetizando a juventude 

Outra vez caio em pensamentos longínquos

É como se eu tivesse medo de você ler dentro de mim, e descobrir como me sinto.

Como a sensação de Natal, você me deixa tão alegre e inseguro como uma vinda de outro ano 

Eu reparo nas chances jogadas ao vento, outrora eu deveria arriscar, mas você é literalmente um abismo de emoções !

Esse carrossel de sensações, me faz tremular as pernas apenas quando sinto sua presença, talvez você não saiba o que é o amor, e ignora tudo !

Um coração ferido, nunca é o mesmo ! E talvez eu pudesse entender essa sátira de mim mesmo, mas eu simplesmente insisto no vazio !

As cartas jogadas ao mar, levam consigo uma imensidão de palavras  lançadas ao fim do mundo, apenas sentimentos dentro de uma garrafa

Estranha alma minha ! Vazia e emotiva, criativa e sozinha.


E como sonhos são desejos reprimidos, eu só queria te encontrar mais uma vez lá !

E tudo caminhava ser um desastre, mas dessa vez não !

Varias coisas me lembram você, desde musica até mesmo a folhagem da árvore lembra esse cabelo lindo

A sensação de tempo nublado num parque de diversões tem justamente o seu perfume !

A chuva fina de verão seu sobrenome, mas é só palavras alçadas numa tempestade !

E eu acho que gosto de você ! mas é só ilusão 

Hora da despedida, eu fico me perguntando ! Para onde vão essas almas jogadas no rio ? será que sou eu ali novamente ?

Eu não preciso de mais uma garrafa de vinho pra esquecer você, mas justamente hoje, eu queria mais uma vez !

Apenas uma vez, chance ou algo agora para mim consertar essa inundação de tristeza, esse mar pálido saindo dos meus olhos

Como uma chuva de facas me machucando, o sangue ao chão representa uma cor preta e branca, como um filme antigo francês !

E acho que estou atrasado pro meu fim, e cansado de correr sozinho 

Olho pro céu e vejo milhões de estrelas mortas me esperando pra se juntar a elas !

E longe de casa, longe de tudo, sozinho eu repousarei finalmente, minha alma não chora nem sorri, é como um fim de tudo o que nunca tive !

Uma vida ...

domingo, 14 de agosto de 2016

Benefícios de tocar um instrumento

 Hoje resolvi fazer um post rápido aqui, mas muito útil para as pessoas que pensam em ingressar na música, seja profissionalmente ou até como um hobby.
  
 Na minha opinião todas as pessoas deveriam aprender a tocar algum instrumento durante a vida. Quando tocamos um instrumento sentimos uma energia tomando conta do nosso corpo, podemos ver isso claramente através das expressões dos músicos quando assistimos algum show ou vídeo clipe das nossas bandas preferidas.

 Citei esse exemplo acima, por que é a melhor forma de percebermos como um instrumento pode nos trazer alivio, satisfação e felicidade.

 Mas ele não traz somente esses benefícios, podemos citar também a melhora da coordenação motora, da audição e também do raciocínio.

 Indo mais afundo no assunto, alguns dados científicos mostram que tocar um instrumento ativa múltiplas áreas do nosso cérebro ao mesmo tempo, podemos também solucionar desafios de forma mais criativa e desenvolver uma atenção melhor aos detalhes.

 Mas não pense que tudo é um mar de rosas, tocar qualquer instrumento exige disciplina e determinação, então, antes de pensar em comprar o seu instrumento, tenha certeza absoluta de que você quer mesmo ingressar nesse universo, caso contrário, só ira jogar dinheiro fora.

     

domingo, 31 de julho de 2016

A busca pelo conhecimento como alternativa a erros e sofrimentos

Olá Humanos! Venho hoje trazer uma reflexão que há muito permeia minha mente. Dessa vez não estou embasado por grandes nomes nem por nada científico, apesar de eu suspeitar que há algo que explique cientificamente o que vou dizer aqui. Muito pensei se deveria ou não trazer algo tão óbvio para o blog, porém me senti  na obrigação de arriscar na possibilidade de vocês olharem com os mesmo olhos que eu.

Enfim, me perguntei os motivos que nos levam à busca de conhecimento. Dentre os já conhecidos, podemos citar aquele papo de sempre: evolução, curiosidade, deixar a ignorância de lado, conhecimento para subir de cargo no trabalho, para ir para a faculdade, etc etc.

O ponto que quero ressaltar aqui é no sentido de buscarmos conhecimento para não precisar errar e muitas vezes sofrer para aprender algo. Falo isso em todas as áreas, mas vamos tomar como exemplo a área de relacionamentos. Tive que errar muito até aprender alguns conceitos básicos na arte de me relacionar com as pessoas. Porém, muito do que sei hoje não vem apenas dos meus erros, mas também de livros e artigos. Não estou dizendo que a parte prática não é importante, porém ao lidar com pessoas(ou mesmo com outras áreas) alguns erros podem custar caro demais, insistir no caminho errado pode lhe fazer perder tempo, dinheiro, lhe gerar stress e frustrações desnecessárias, as quais não existiriam se antes de realizar a prática você tivesse se munido da parte teórica. 

Vamos analisar mais exemplos. Uma briga de casal, a qual você não sabe como lidar e acaba falando algo com a melhor das intenções porém com as palavras erradas e acaba gerando mais brigas, tive que errar (e nesse caso sofrer) muito para entender que nesse caso só o amor não basta. Agora saindo do ramo amoroso e entrando no trabalho. Pedir um aumento: todos sabem o que pedir, muitos terão que insistir várias vezes e fazer o chefe se encher o saco e lhe dar o aumento por cansaço, poucos sabem como pedir e conseguir o que quer, seja o aumento, uma promoção, aprovação de um projeto ou mesmo a colaboração de algum colega.

Apesar de ser ''óbvio'' que o conhecimento irá em maioria lhe trazer uma ganho e/ou bem-estar futuro, muitas vezes nos limitamos a buscá-los apenas nas áreas que nos ensinam a buscar, e não nas áreas que mais erramos e sofremos, seja ela o amor, as relações trabalhistas ou a relação pai e filho, por exemplo. 

 O conhecimento teórico nunca irá suprir a demanda do nosso cotidiano, ainda mais levando em consideração que deve-se existir uma pró-atividade no indivíduo para colocar tudo em prática. Porém colocar a evolução de algumas de nossas áreas na mão de nossos erros é pedir para sofrer. É claro que os erros dão sempre grandes aprendizados se souber olhar eles por esse lado, e a sua curva de evolução ao olhar para eles como aprendizado é muito alta, porém não podemos estagnar enquanto esses erros bruscos não aparecem nitidamente e fazem essa quebra nessa linha. E para não termos essa estagnação na evolução, temos a teoria.

Por hoje é isso galera, é um assunto ao qual como eu disse, é pura reflexão pessoal, me senti com abertura para trazê-lo e compartilhá-lo com vocês e aqui está. Lembrando que estamos sempre abertos a comentários, ficarei feliz com contribuições a respeito e não exitarei em fazer edições no texto acrescentando-as. Grande abraço!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Resenha: As Crônicas de Gelo e Fogo - A Guerra Dos Tronos

Sinopse: Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha - uma cruel mulher do clã Lannister. E sua intenção é proteger o rei. Mas ter como inimigo os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda a sua família. Quem vencerá a guerra dos tronos?

Autor: George R. R. Martin 
Editora: Leya 
Ano: 2010
Número de páginas: 592
Título Original: A Game Of Thrones

  A primeira versão do livro A Guerra dos Tronos, teve sua publicação originalmente em 6 de Agosto de 1996. No início os livros não fizeram um sucesso imediato, e só começaram a repercutir com o tempo, graças aos fãs do George R. R. Martin que recomendavam o épico para amigos e etc, fazendo assim a popularidade do livro crescer gradualmente.

  Em 2005 a série de livros conseguiu alcançar um grande público, graças a sua quarta continuação '' O Festim dos Corvos''. Com uma popularidade bem maior, alguns produtores se interessaram pela história e viram naquilo um grande potencial para se tornar uma série de TV.

  Então, em 17 de Abril de 2011 a aclamada série da HBO ''Game Of Thrones'' foi lançada, sendo um sucesso absoluto.

  Esse sucesso só foi crescendo mais a cada temporada da série, fazendo assim o sucesso dos livros crescer também e atrair mais e mais leitores, e foi nesse momento que eu descobri todo esse incrível universo.

  Depois de assistir as seis temporadas de Game of Thrones, resolvi me aventurar nos livros também, e com certeza não me arrependi nem um pouco.
 

domingo, 17 de julho de 2016

E se eu lhe dizer que já temos a solução para a pobreza?

Sim. Temos. E admito, sempre olhei para a pobreza como algo intrínseco ao Capitalismo, algo que não se dá para mudar da noite para o dia, e realmente não dá. Não é algo fácil de se mudar, porém temos a solução para isso, o problema é que ela precisa de ajuda para sair da teoria.

E sim, ela funciona na prática, porém por escassez de investimentos foi apenas implantada em uma pequena porcentagem (400 mil pessoas beneficiadas) do grande número de pessoas em extrema pobreza na África (1 bilhão).

De qualquer forma, o conhecimento humano já tem as respostas para como acabar com a pobreza, necessita-se abraçar a causa, colocar a teoria em prática.

E aqui está a solução:


domingo, 10 de julho de 2016

Resenha: 2001 – Uma Odisséia no Espaço


Sinopse: No alvorecer da humanidade, a fome e os predadores já ameaçavam de extinção a incipiente espécie humana. Até que a chegada de um objeto impossível, além da compreensão das mentes limitadas do homem pré-histórico, prenunciasse o caminho da evolução. Milhões de anos depois, a descoberta de um enigmático monólito soterrado na Lua deixa os cientistas perplexos. Para investigar esse mistério, a Terra envia para o espaço uma nave tripulada por uma equipe altamente treinada, assistida por um computador autoconsciente. Do passado distante ao ano de 2001, da África a Júpiter, dos homens-macacos à inteligência artificial HAL 9000, penetre a visão de um futuro que poderia ter sido, uma sofisticada alegoria sobre a história do mundo idealizada pela mente brilhante de Arthur C. Clarke e imortalizada nas telas do cinema por Stanley Kubrick.
Autor: Arthur C. Clarke 
Editora: Aleph
Ano: 2013
Número de páginas: 336
Título original: 2001: A Space Odyssey 


   O meu interesse pelo livro surgiu depois de assistir a obra prima clássica do cinema 2001 - Uma Odisseia no Espaço que teve seu lançamento em 1968. O livro foi escrito simultaneamente com a produção do filme, foi uma parceria entre o grande escritor Arthur C. Clarke e um dos diretores de cinema mais cultuados de todos os tempos Stanley Kubrick. 
  
  Eu me apaixonei por essa obra desde as primeiras páginas que li, a peculiaridade na escrita, e também o modo natural de como as coisas são contadas deixam o leitor encantado. 
  
  Como está escrito na sinopse, a história começa milhões de anos atrás na África com os homens macacos. O Arthur C. Clarke consegue passar bem para o leitor as diversas dificuldades que existiam naqueles tempos remotos, onde os animais ficavam o dia inteiro fazendo longas caminhadas para achar algum alimento e sofriam terríveis ataques de predadores a noite. Apesar dos personagens nessa parte do livro não terem nenhuma fala, você consegue criar um carisma por eles da mesma maneira, por que a rotina deles é contada de um jeito tão divertido que acaba te prendendo e te deixando muito curioso também, principalmente após a chegada do monólito.
  
  Quando nós avançamos milhões de anos no tempo, direto para a era espacial para ser mais exato. O livro começa a ficar mais interessante ainda, e o que eu mais gosto nessa parte é o grande nível de detalhes que o autor dá para as naves e para os lugares onde os personagens estão. É tão imersivo que você consegue se imaginar na pele deles, consegue ter uma palhinha do que seria estar a milhões de anos luz longe da Terra. Assim como no filme, o livro não traz muitos diálogos, na maior parte do livro o autor nos descreve como os personagens estão se sentindo e isso é muito interessante por que no momento que começa o clímax da história você fica sem folego, e temendo pelo o que pode vir pela frente. 
   
  O final da história é extramente inesperado, para algumas pessoas pode ser muito confuso e estranho, por que na verdade, é para ser assim mesmo. Não é uma história que precisa ter sentido, você só precisa sentir ela, por que essa é a essência desse maravilhoso livro. 
  
 Se você tiver interesse em ler as 3 continuações, você irá entender de uma maneira bem mais clara o misterioso monólito, mas eu não recomendo muito os outros três livros, por que, na minha opinião eles estão bem abaixo do 2001.  

   Então se você quiser matar essa dúvida sem ler todos os outros livros, é só dar uma rápida pesquisada ai no Google que existem diversas postagens sobre os mistérios que envolvem essa história. 

   Eu recomendo esse livro para todos os amantes de ficção científica, você realmente vai se sentir um astronauta envolvido por diversos mistérios e perigos na imensidão do espaço ao lê - lo. 

    (Imagem do filme 2001 - Uma Odisseia no Espaço)

sábado, 2 de julho de 2016

Por que a luta contras as drogas é um grande fracasso?

Bom dia Humanos!


Há anos temos o combate às drogas baseado no princípio de que se a produção for cessada e os traficantes(distribuição) forem encarcerados, acaba-se as drogas e acaba-se os problemas.


Porém nesse pensamento ignora-se a lei da oferta e demanda. Ao reduzir a oferta da droga sem diminuir a demanda, temos um aumento do preço da droga. Isso, num princípio capitalista, faria com que a procura pela droga diminuísse em razão de seu custo. Mas isso não acontece com as drogas, onde os usuários a compram mesmo com seu alto preço, pois a satisfação que eles precisam suprir para compensar as outras áreas da sua vida é maior do que o aumento do preço. Isso já foi explicado nesse outro post. 

Ou seja, se o preço das drogas aumenta, a demanda continua inabalável e a oferta diminui, temos aí um fodendo incentivo à novos traficantes e mais produção. É por isso que a agência de combate às drogas dos EUA tem uma taxa de efetividade de menos de 1%.

Não sou contra lutar contras as drogas, porém está sendo feito da forma errada. Aqui está um alternativa:

Programa de Redução de Danos


Novamente retomo este antigo post, onde ele demonstra por A+B o motivo de que é melhor oferecer um ambiente saudável para o usuário de drogas ao invés de colocá-lo dentro de uma prisão.

O programa de Redução de Danos é uma estratégia da Saúde Pública que busca minimizar as consequências adversas do consumo de drogas do ponto de vista da saúde e dos seus aspectos sociais e econômicos sem, necessariamente, reduzir esse consumo. É um lugar onde o usuário encontrará sua droga pura e de qualidade, com todo os cuidados de higiene para seu uso.Ou seja:

  •  irá diminuir a transmissão de doenças por agulhas
  • pelo fato de o indivíduo encontrar a droga com esse programa, ele não necessitará cometer roubos para conseguir dinheiro para ela, por exemplo
  • haverá diminuição de mortes e casos de violência advindas de discussões envolvendo tráfico de drogas
  • como o ambiente será de harmonia e visa suprir essa demanda de prazer e satisfação o qual o indivíduo retira do uso das drogas, o mesmo iniciará um processo no qual ele percebe que não necessita mais da droga para suprir essa necessidade, pois a supre com outras coisas do ambiente
Aqui trouxe para vocês um vídeo ilustrativo para melhor entendimento. Grande abraço!

sábado, 18 de junho de 2016

Recomendação: 5 canais de música que você precisa conhecer!

Fala galera! Tudo certo? Hoje eu vim aqui trazer para vocês mais algumas recomendações bem bacanas de 5 canais sobre música do Youtube que você precisa dar uma conferida!

Obs: Lembrando que eu irei citar somente canais brasileiros.

Então, vamos lá!

5 - Marcio Guerra Canto

Se você tem um grande interesse por vocalistas, produções e música no geral e gosta de uma aula bem descontraída e com muita zoeira, esse canal é perfeito para você!





4 – Bruno Mello

Esse é um canal mais voltado para guitarristas, mas que aborda também assuntos variados sobre o tema música e os problemas e preconceitos que os músicos sofrem nos dias atuais.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

O oposto do Vício não é a Sobriedade, é a Conexão

Bom dia Humanos!

Anuncio hoje uma nova cara(logo haverá alterações no layout) ao blog. Os posts se tornarão mais voltados para outros assuntos, alguns polêmicos, outros não. Tentarei compartilhar experiências de vida e generalizar a fim de trazer um pouco mais de evolução a todos nós. Continuarei fazendo resenhas de livros e filmes, porém com menor intensidade, pois isso condiz melhor com meu momento de vida, onde to estudando um pouco mais e vendo filmes de menos. Vale lembrar que nada aqui é uma verdade absoluta, adoraria ver comentários a respeito dos posts, compartilhando a visão de vocês e fazendo uma troca de olhares. Aliás, aqui tem um TED a respeito de como obter valor de uma discussão.

Enfim, é isso. Sem mais delongas vamos ao post de hoje!

Começo com a pergunta: Por que nos viciamos?

O fato é que no ano de 2016 já possuímos uma outra visão a respeito de vício. Saímos daquela visão que apenas drogas viciam e aceitamos que usufruímos e nos viciamos em outras drogas nos dias de hoje, sejam elas álcool, chocolate, vídeo-game, pornografia, etc. Esse texto não é nenhuma apologia às drogas. Porém a reflexão que quero fazer é no sentido de:  quando que temos o costume de buscar esse relaxamento, esse gozo momentâneo, essa satisfação?

Sim, em maioria quando estamos tristes, deprimidos, quando algo de ruim aconteceu e precisamos de uma maneira de compensar isso.

Beber pra esquecer as mágoas. Comer chocolate pra...(porque é bom). Fumar ou jogar vídeo-game pra distrair a cabeça. A lista é longa. O fato é que isso mostra, por exemplo, o porquê uma pessoa que está mal psicologicamente não consegue se manter na dieta.

Deixo com vocês esse curto vídeo que mostra bem o que estou tentando mostrar.

sábado, 11 de junho de 2016

Não preciso de memória, já vesti as cicatrizes... #Poesias 06

Era uma vez...
eu juro que tinha um coração...
Muito antes do mundo que eu conheço ter rasgado ele em pedaços.
Quantas mãos eu poderia apertar?
Quantos sorrisos eu devo fingir?
Quantas milhas até que eu quebre?

Para começar tudo de novo...


Era uma vez em que havia uma parte de mim que eu compartilhava,
sim, anos antes de ela tirar a parte de mim que se importava...

Cedeu ao meu redor, o que eu pensei que era terra firme.
Não sei quando perdi tudo, 
quando perdi o controle.
Conseguirei algum dia esquecer?
Deixar isso pra lá?

[...]

Ela era uma princesa.
Poderia ter sido rainha.
Eu lhe daria tudo...

É uma coisa tão feia,
o jeito como você me tratou.
Eu deveria ter ido embora,
e nunca olhado para trás...

Tudo bem se você me odiar, por todas as coisas que eu fiz.
Eu cometi alguns erros, mas não sou o único.
Você diz que eu nunca vou mudar, mas que merda você sabe?
Por favor me perdoe, eu não posso perdoá-la agora...

Tudo se esfriou,
ninguém quer mudar,
ninguém quer a culpa.
Está tudo tão errado
Mas quem sou eu, quem sou eu para dizer?

[...]

Hoje...
Estou aprendendo a resistir,
Engolindo a dor,
Me tornando mais do que você nunca foi.
Uma cicatriz queimada na minha pele.
O peso debaixo do meu pecado...

Me escondendo atrás desses disfarces,
as sombras me rodeiam.
Mas de alguma forma terei que virar a página.
Ansioso para esquecer o ontem,
por agora aceito o que tenho me tornado.

Deixando para trás este mundo...
E todas as coisas que sou
Jogando-o para longe,
porque sei que eu posso.
Empurrando para longe,
você e todas as coisas que você é.



Não preciso de memória...
Já vesti as cicatrizes...