sexta-feira, 25 de março de 2016

Resenha: Led Zeppelin - Led Zeppelin II (1969)

Olá queridos leitores do Ironicamente Humano, tudo beleza? Aqui é o Willian, e hoje estarei trazendo mais uma resenha para a alegria dos amantes de música que acompanham o blog!

E dessa vez vamos abordar um dos melhores álbuns de hard rock da história! Estou falando do incrível álbum Led Zeppelin II. À primeira vista o nome não parece chamar a atenção pelo fato de não ser muito criativo, mas é aí que você se engana, e eu vou provar isso agora! Então bora lá para o que interessa! 


O Led Zeppelin II foi lançado em 22 de outubro de 1969 pela Atlantic Records. Aqui no segundo álbum de estúdio da banda nós encontramos temas de letras mais elaborados, e também elementos do blues e do folk que mostram a evolução da banda em relação ao álbum antecessor. O álbum é considerado o mais pesado da banda, e acabou tendo grande influência sobre as bandas de heavy metal que surgiram tempos depois.

Músicas:

1 - Whole Lotta Love
O álbum se inicia com um riff grandioso de Jimmy Page, que se segue por um baixo bem arranjado e a bateria monstruosa de Bonham. Claro que não podíamos deixar de falar de Plant, que dá um show de ‘’orgasmos’’ no meio da música, onde temos Page usando o seu teremim. (Um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos criado em 1928. Onde o músico controla as oscilações de frequência sem precisar encostar no instrumento). Depois dessa parte ouvimos um solo excelente de guitarra e a música se encerra seguindo o seu princípio só que de uma maneira mais agressiva.

2 - What Is And What Should Never Be
Aqui temos uma balada bluezeira com uma pegada hard rock clássica do Led Zeppelin onde temos momentos calmos e momentos agressivos. Podemos destacar o lindo solo de slide de Jimmy Page que aparece meio inesperadamente na música, mas que com certeza encanta o ouvinte. A voz de Plant nessa música também é bastante notável e com certeza é de arrepiar. A música toma um novo rumo no final, mostrando um novo riff e assim acaba mantendo essa dinâmica e terminando em fade out.

3 - The Lemon Song
De cara somos apresentados a mais um riff marcante de Page, mas o destaque principal dessa música é John Paul Jones que tem uma performance incrível no baixo. A música tem mudanças de ritmos que ficam variando, e perto dos três minutos ela cai e é nesse momento que começamos a ouvir Page e Jones improvisando juntos em seus respectivos instrumentos, e claro que temos o vocal de Plant presente ali no meio para complementar essa viagem. Todos esses elementos acabam nos levando para um momento mágico, que nos remete aos shows ao vivo da banda. A música volta com o ritmo acelerado já mostrado no início e termina com um delay.

4 – Thank You
Deixando um pouco o peso de lado, o quarteto nos apresenta uma linda balada folk. Muito bem construída, onde temos um vocal lindíssimo de Plant, uma bateria bem energética, Page dando um show no violão e Jones criando um clima divino na música com seu teclado. A música em um todo é simples, mas marcante.

5 -  Heartbreaker
Voltando com a pauleira, nessa música Page nos apresenta um dos melhores riffs de hard rock já feitos! Mas as atenções não ficam voltadas somente para ele por que nós temos Jones tendo mais uma vez uma performance grandiosa no baixo que chama bastante a atenção de ouvintes mais atentos. No meio da música todos os instrumentos param e é quando Page toca as primeiras notas de mais um dos solos poderosos do seu arsenal. Um solo rápido, bluezeiro e cheio de pegada que se estende por mais de 40 segundos. Depois a música começa a crescer aos poucos, e podemos notar nessa parte Bonham destruindo tudo na sua bateria, e para completar temos mais um solo de guitarra que é excelente! A música volta com a base do começo e depois disso temos o riff novamente que é quando a música para de maneira brusca e termina.

6 - Living Loving Maid
Living Loving é uma música mais simples do que a anterior, aqui temos uma clara inspiração nas canções de rock dos anos 60, contendo um ritmo dançante. Bonham abusa dos pratos da bateria e os vocais de apoio muito bem trabalhados fazem toda a dinâmica da música ficar grande!

7 - Ramble On
O folk volta com tudo no álbum! Aqui começamos a música com uma base acústica maravilhosa de Page e um baixo bem arranjado. A música tem momentos mais tensos e agressivos, e também temos a presença dos teclados de Jones em algumas partes dando um clima épico. A interpretação e performance de Plant acaba sendo um dos pontos mais fortes dessa faixa. Curiosidade: A letra da música faz menções ao universo do Senhor dos Anéis.

8 - Moby Dick
A música começa com um riff e solos magníficos, após essa breve introdução Bonham começa a mostrar todo seu poder na bateria, mas sem as baquetas! Isso mesmo ele começa a fazer um solo de bateria selvagem e marcante com as mãos, depois de alguns minutos o mestre começa a tocar novamente com as baquetas e continua com o solo. Depois a música volta para o riff inicial onde a gente ouve várias viradas monstruosas de bateria uma quase seguida da outra, e por fim tudo acaba.

9 - Bring It On Home
Começamos com um blues bem light com direito a gaita de boca e tudo. Depois a música toma outro rumo e Page entra arregaçando com mais um riff marcante. A música fica agressiva e podemos sentir na pele o perfeito entrosamento entre os quatro. Tudo termina lento como começou, e a última coisa que ouvimos é a gaita de Plant dando um ‘’Adeus’’.

O álbum tem grandes momentos onde cada membro mostra todo o seu potencial e faz os ouvintes se arrepiarem. Temos músicas com elementos de blues bem agressivas até baladas de folk com climas épicos. Se você nunca ouviu algum álbum da banda, esse álbum é uma escolha perfeita para você entrar nesse maravilhoso universo musical. O álbum inspirou várias bandas e vários artistas da época que hoje viraram lendas, então nós só podemos dizer ‘’Obrigado Led Zeppelin por esta obra prima’’.

Nota: 9,5


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