Olá queridos leitores do Ironicamente Humano, tudo beleza?
Aqui é o Willian, e hoje estarei trazendo mais uma resenha para a alegria dos
amantes de música que acompanham o blog!
E dessa vez vamos abordar um dos melhores álbuns de hard
rock da história! Estou falando do incrível álbum Led Zeppelin II. À primeira
vista o nome não parece chamar a atenção pelo fato de não ser muito criativo,
mas é aí que você se engana, e eu vou provar isso agora! Então bora lá para o
que interessa!
O Led Zeppelin II foi lançado em 22 de outubro de 1969 pela
Atlantic Records. Aqui no segundo álbum de estúdio da banda nós encontramos
temas de letras mais elaborados, e também elementos do blues e do folk que
mostram a evolução da banda em relação ao álbum antecessor. O álbum é
considerado o mais pesado da banda, e acabou tendo grande influência sobre as
bandas de heavy metal que surgiram tempos depois.
Músicas:
1 - Whole Lotta Love
O álbum se inicia com um riff grandioso de Jimmy Page, que
se segue por um baixo bem arranjado e a bateria monstruosa de Bonham. Claro que
não podíamos deixar de falar de Plant, que dá um show de ‘’orgasmos’’ no meio
da música, onde temos Page usando o seu teremim. (Um dos primeiros instrumentos
musicais completamente eletrônicos criado em 1928. Onde o músico controla as
oscilações de frequência sem precisar encostar no instrumento). Depois dessa
parte ouvimos um solo excelente de guitarra e a música se encerra seguindo o
seu princípio só que de uma maneira mais agressiva.
2 - What Is And What Should Never Be
Aqui temos uma balada bluezeira com uma pegada hard rock
clássica do Led Zeppelin onde temos momentos calmos e momentos agressivos.
Podemos destacar o lindo solo de slide de Jimmy Page que aparece meio inesperadamente
na música, mas que com certeza encanta o ouvinte. A voz de Plant nessa música
também é bastante notável e com certeza é de arrepiar. A música toma um novo
rumo no final, mostrando um novo riff e assim acaba mantendo essa dinâmica e
terminando em fade out.
3 - The Lemon Song
De cara somos apresentados a mais um riff marcante de Page,
mas o destaque principal dessa música é John Paul Jones que tem uma performance
incrível no baixo. A música tem mudanças de ritmos que ficam variando, e perto
dos três minutos ela cai e é nesse momento que começamos a ouvir Page e Jones
improvisando juntos em seus respectivos instrumentos, e claro que temos o vocal
de Plant presente ali no meio para complementar essa viagem. Todos esses
elementos acabam nos levando para um momento mágico, que nos remete aos shows
ao vivo da banda. A música volta com o ritmo acelerado já mostrado no início e
termina com um delay.
4 – Thank You
Deixando um pouco o peso de lado, o quarteto nos apresenta
uma linda balada folk. Muito bem construída, onde temos um vocal lindíssimo de
Plant, uma bateria bem energética, Page dando um show no violão e Jones criando
um clima divino na música com seu teclado. A música em um todo é simples, mas
marcante.
5 - Heartbreaker
Voltando com a pauleira, nessa música Page nos apresenta um
dos melhores riffs de hard rock já feitos! Mas as atenções não ficam voltadas
somente para ele por que nós temos Jones tendo mais uma vez uma performance
grandiosa no baixo que chama bastante a atenção de ouvintes mais atentos. No
meio da música todos os instrumentos param e é quando Page toca as primeiras
notas de mais um dos solos poderosos do seu arsenal. Um solo rápido, bluezeiro
e cheio de pegada que se estende por mais de 40 segundos. Depois a música
começa a crescer aos poucos, e podemos notar nessa parte Bonham destruindo tudo
na sua bateria, e para completar temos mais um solo de guitarra que é
excelente! A música volta com a base do começo e depois disso temos o riff
novamente que é quando a música para de maneira brusca e termina.
6 - Living Loving Maid
Living Loving é uma música mais simples do que a anterior,
aqui temos uma clara inspiração nas canções de rock dos anos 60, contendo um
ritmo dançante. Bonham abusa dos pratos da bateria e os vocais de apoio muito
bem trabalhados fazem toda a dinâmica da música ficar grande!
7 - Ramble On
O folk volta com tudo no álbum! Aqui começamos a música com
uma base acústica maravilhosa de Page e um baixo bem arranjado. A música tem
momentos mais tensos e agressivos, e também temos a presença dos teclados de
Jones em algumas partes dando um clima épico. A interpretação e performance de
Plant acaba sendo um dos pontos mais fortes dessa faixa. Curiosidade: A letra
da música faz menções ao universo do Senhor dos Anéis.
8 - Moby Dick
A música começa com um riff e solos magníficos, após essa
breve introdução Bonham começa a mostrar todo seu poder na bateria, mas sem as
baquetas! Isso mesmo ele começa a fazer um solo de bateria selvagem e marcante
com as mãos, depois de alguns minutos o mestre começa a tocar novamente com as
baquetas e continua com o solo. Depois a música volta para o riff inicial onde
a gente ouve várias viradas monstruosas de bateria uma quase seguida da outra,
e por fim tudo acaba.
9 - Bring It On Home
Começamos com um blues bem light com direito a gaita de boca
e tudo. Depois a música toma outro rumo e Page entra arregaçando com mais um
riff marcante. A música fica agressiva e podemos sentir na pele o perfeito
entrosamento entre os quatro. Tudo termina lento como começou, e a última coisa
que ouvimos é a gaita de Plant dando um ‘’Adeus’’.
O álbum tem grandes momentos onde cada membro mostra todo o
seu potencial e faz os ouvintes se arrepiarem. Temos músicas com elementos de
blues bem agressivas até baladas de folk com climas épicos. Se você nunca ouviu
algum álbum da banda, esse álbum é uma escolha perfeita para você entrar nesse
maravilhoso universo musical. O álbum inspirou várias bandas e vários artistas
da época que hoje viraram lendas, então nós só podemos dizer ‘’Obrigado Led
Zeppelin por esta obra prima’’.
Nota: 9,5


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